domingo, 21 de fevereiro de 2010

Casablanca

Uma obra de arte imortal: tributo ao extremo romantismo dos amores impossíveis, estes fragmentos de felicidade extrema que nos faz acreditar que a transcendência realmente existe. “Nós sempre teremos Paris...” Para quem já experimentou o vinho de Tristão e Isolda sente-o como patrimônio que ao mesmo tempo é bálsamo e maldição. O dia-a-dia repetitivo dos amores possíveis é injustamente cobrado. A tonteira do labirinto é de difícil habitação, está mais para o caminho de um pássaro no céu, sem rastros e sem provas a ponto do poeta desconfiar que o amor é feito de pura invenção, para se distrair...”e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu...” (Cazuza). Abrir mão do ser amado e seguir vivendo, tentando e errando é uma prova de amor não egoísta, que admite que o outro pode estar em melhor lugar sendo este não ao seu lado.

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