O nome deste blog foi escolhido com muito carinho. Poderia se chamar carreira e família, até soa mais bonito. Mas estaria na ordem errada. Quando Freud foi questionado sobre a normalidade, respondeu de forma quase frugal e simplória: "- Uma pessoa normal é aquela capaz de amar e trabalhar". A mesma ordem, portanto. Primeiro, o amor. Depois, o trabalho.
O jogo do Fluminense foi realmente empolgante. - Verdadeiros guerreiros, lutando por um resultado improvável, comentei com um amigo tricolor. "- Guerreiros??? Eles erram durante jogos seguidos e só porque havia uma esperança no fim do túnel e jogaram com um pouco mais de esforço viraram guerreiros??". Meu interlocutor é amigo e executivo de um grande banco, extremamente competente mas não admite erros de seu time. Tentei mais uma vez com minha amiga e "personal coaching": "- E o Fluminense, hein? - Perguntei com medo da resposta. Ela, com a segurança e intensidade que costuma dar as palavras""- O que foi aquilo, o Fred??? Sei que errar é humano. Mas, com o salário dele, capitão do time, resultado a conquistar. Não pode, não." O descontrole emocional do craque estava alí, para quem quisesse ver. Na década de 90, o termo inteligência emocional ganhou uma popularidade abjeta. O best-seller de Daniel Goleman trouxe à luz um conceito antigo da psicologia com uma roupagem e contribuições irresistíveis. Faltou no craque...acho que ele não leu o livro.
A Renault afirma e seu presidente brasileiro Ghosn confirma que "a empresa não tem direito ao fracasso (...) mas os indivíduos tem direito ao fracasso, sem cair na complacência". Só resta uma dúvida: A empresa é feita de quê, Sr. Ghosn?
Eis o que queria dizer: o mundo mudou. As empresas exigem cada vez mais em tempo cada vez menor. O volume de informações recebidas por um executivo em um dia de trabalho [pelo email, telefone e reuniões] seriam consideradas acima do nível saudável para qualquer avaliador pré-web, os carinhosamente chamados webssauros.
E, finalmente, os resultados. O que importa são os resultados. Maquiavel e seus conselhos imortais ao rei seriam um pouco light. Para certas culturas organizacionais serem chamados de maquiavélicos seria um elogio indevido.
A onda de suicícios na França, começando pelo caso France Telecom e atingindo empresas globalmente conhecidas como a Pegeout e a Renault nos deixam envergonhados. Certas coisas não mudam nem em 2.000 anos. Pessoas precisam ser tratadas com respeito e amor. Pelas empresas, pelas outras pessoas. E as consequências do descumprimento deste princípio podem ser letais: morte por vontade própria ou pelas inúmeras doenças advindas do mercado de trabalho. O que também nos espanta é a carência emocional. Falta família. O suicídio de um homem de 55 anos, pai de 3 filhos e funcionário da Pegeout há 29 anos que se matou enforcando-se no pátio da montadora, deixa uma mensagem para a empresa, é fato. Mas deixa uma mensagem muito estranha para seus 3 filhos.
Meu apelo desta semana é: Não confunda sua vida com sua carreira! Vamos dar aos problemas o tamanho que eles tem. Comparados à vida, a família e ao ser humano, os organizacionais não passam de soluços. Não vale a pena matar nem morrer por eles.
Liliane Cunha - Rio de Janeiro, 4 de Dezembro de 2.009
nossa...horrivel seu comentário sobre o Fluminense. Mas te perdoo, afinal vc nao entende nada de futebol, né amiga...rsrsrs
ResponderExcluirAmiga, releia o texto - eu não comento futebol, não entendo nada de futebol...até hj não identifico um impedimento...meus amigos comentaram e eu comentei o comentário deles...e agora estou comentando o seu comentário...UFA!!!
ResponderExcluirPS > Eu te amo. (Um ótimo filme, por sinal...meio deprê mas gostei romannnnntico)
que filme??
ResponderExcluirParabéns! vc tá entrando todo dia... é isso aí!! :) Love you too!
"PS Eu te amo" é um filme o cara morre e deixa bilhetes para a viúva...
ResponderExcluirComo não entrar todo dia!!! Isso é 20 vezes mais legal que Orkut...Bjs
Esse é otimo
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