segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Caso ad.02.02 - Bruna sonha de novo

Entra meio correndo no consultório e nem sequer pergunto como ela está hoje. Tenho um sonho para te contar. Como você sabe tenho acordado no meio da noite. assim do nada. sem explicação. Acho isso meio sinistro. Outro dia meu irmão acordou para trabalhar e eu estava na sala "vendo TV". Ele me deu bom dia mal humorado e perguntou o que eu estava vendo. Eu respondi: Nada. Estranho, né? Outro dia vi um filme sobre exorcismo fiquei com aquilo na cabeça. O padre dizia que três horas da manhã é a hora do diabo. Isso porque as três da tarde Cristo morreu. Era tipo a hora dos milagres. E 12 horas depois, teríamos o contrário dos milagres. Sei lá. Acho que nem acredito nestas coisas. Acho que foram criadas para assustar as pessoas. Mas não gosto de acordar as 3 da manhã. Ontem minhas amigas me chamaram para ir no ensaio de uma escola de samba. eu pensei em ir. Acho que apesar de não conseguir sambar poderia ter sido legal. Engraçado isso: quando me convidam para alguma coisa e eu falto seja por preguiça ou medo de ser chato. No dia seguinte acordo com uma sensação terrível de que deveria ter ido. Que estou me tornando assim como "o homem da bolha". Mas ao mesmo tempo, dá um alívio de ter ficado em casa. Meio sinistro isso. É como se minhas escolhas não tivessem uma resposta certa. São ideias opostas, dra!!! Mas vamos ao meu sonho. Achei meio infantil, meio apavorante. Meio louco. Veja o que você acha: estávamos na praia. naquela mesma que costumo ir de dia. mas estava calor e fomos de noite. todos com a maior naturalidade, conversando. Sentamos em como se fosse uma roda na areia mesmo. Quando olho para o calçadão, tinha um urso!!! Sério. Um urso marrom. Parecia aqueles ursos polares, mas era marrom. ele era super sociável e popular. Veja que ninguém estranhava a presença dele. O fato haver um urso ali. em plena praia. conversando e rindo. Depois, eu e minha irmã mais velha saímos da praia e fomos andando. acho que para o ponto de ônibus. mas o urso continuava na minha cabeça. pasma que ninguém se desse conta do risco que ele representava. Percebemos que ele nos seguia...essa foi a parte agoniante. entramos correndo em uma casa de dois andares. minhas pernas doíam mas eu continuava a correr o mais rápido que eu podia. Sentia meu coração disparado, saindo pela boca. E tentava proteger minha irmã que parecia mais lesada do que eu neste caso. Quando chegamos ao segundo andar, era como um laboratório - tudo branquinho com vidros mas nem deu para reparar muito no lugar. o urso entrou logo atrás. peguei uma seringa e tentei espetar o urso mas ele já estava correndo na direção da minha irmã. Quando desci as escadas havia vários carros de polícia cercando o prédio. Luzes vermelhas no meu olho que começou a querer lacrimejar. Não dava tempo de chorar. Lembrei da minha irmã lá encima, sozinha com o urso e paniquei. Deu um calafrio no corpo todo e acordei suando. As três da manhã. Em ponto.