Almodóvar nos presenteia pouco antes do natal com mais um clássico. Penélope Cruz no elenco. Críticos e comentaristas falam em autobiografia. Absolutamente imperdível.
OS temas são implacáveis: paixão, ódio, desejo, cegueira, nome do Pai, carreira, violência contra mulher, e contra os homens, uso de drogas, morte e suicídio. Uma salada para psicanalista nenhum botar defeito ou tirar qualidades. Pareceu-me que houve uma pequena mudança de foco nesta nova obra. Os centros das histórias costumam ser essencialmente femininos com homens coadjuvando bem ou mal. Apesar de deixar claro a obsessão por Penélope e o uso dos homens como escada, trampolim, tapete, patrocinador ou carrasco. Quem dirige e conta a história é o roteirista e diretor. Cego, casado, com um filho e uma mulher que sabem que o show deve continuar. O segredo sobre seu caso com Cruz e o desfecho trágico, o silêncio de quatorze anos pesando sobre todos. A dupla personalidade ou alterego do escritor que faz o que quer como Harry Caine – um interessante trocadilho com a palavra vulcão em inglês.
E o final melancólico mas estranhamente esperançoso que com os fragmentos de uma tragédia é possível montar, ainda que às cegas como o príncipe de Rapunzel e Édipo, o tão esperado filme de comédia. Chicas e maletas. Mulheres e suas malas, suas mudanças...Almodóvar só para meninos é imposssível. Paquera com o masculino para contar do que se passa com as que se calam e as que falam.
Mulheres – nosso tema eterno.
Liliane Cunha - Rio de Janeiro, 27 de Dezembro de 2.009
Fiquei com vontade de assistir.
ResponderExcluirAinda mais que a Bia é Fã do Almodovar...
Acabei de assistir amiga, muito bem feito mesmo... Obrigada mais uma vez pela dica.
ResponderExcluirBjs